Dias frios e chuvosos em Curitiba. Resultado: gripe que vai e volta na família toda e quase uma semana de cama pra recuperar a saúde.
Com o trabalho acumulando, sem condições de produzir nada, e com tempo de sobra pra pensar, avaliei bastante o modelo ”all alone” que tenho usado de 2 anos pra cá.
Trabalhar sozinho é bom pra quem gosta de espaço e nenhum compromisso com horário ( o que sempre significa mais horas trabalhadas do que se tivesse compromisso com horário ), mas pude sentir na pele a fragilidade de tudo depender apenas de você.
Alguns poucos anos atrás, eu gerenciava o FastIcon, meu estúdio de design, com uma média de 7 funcionários.
Não gostei, confesso. E por esse motivo me desliguei desse modelo. Na época achava que estava perdendo a liberdade criativa soterrado em responsabilidades “corporativas”. Preferi largar tudo e trabalhar sozinho. Fiz quadrinhos autorais nas horas vagas, exposições, pintei com café, e trabalhei muito em muitos lugares diferentes como bares, hoteis e cafeterias. Tudo foi e é ótimo, se você não adoece. Se adoece, tudo pára de funcionar.
Não decidi ainda o que exatamente mudar, mas algo precisa mudar pra funcionar melhor.
Abrir novamente um estúdio de design e contratar funcionarios? Não sei, talvez.
Formar um coletivo criativo sem vinculo trabalhista? Pode ser. Ainda estou planejando como resolver.
Por que estou abrindo isso aqui? Só pra não esquecer.